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UNIDADE DA FHEMIG ACOLHE PACIENTES EM RECUPERAÇÃO E FAMILIARES DE FORA DE BARBACENA

A foto mostra o professor João Batista Augusto sentado em uma cadeira confortável, na UCCI, ao lado da sua tia Dalva, que o acompanha no tratamento.
O professor João Batista Augusto foi o segundo paciente a ser internado na UCCI. Sua tia Dalva, técnica em enfermagem aposentada, o acompanha durante o tratamento. (Imagem: Alexandra Marques/Fhemig)

Em pouco mais de um mês de funcionamento, a Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), da Rede Fhemig, já apresenta resultados expressivos, com melhoria das condições de saúde dos pacientes.

O espaço atende pessoas que, apesar de estarem em condição de receber alta hospitalar, apresentam uma doença de base ou se encontram em fase de recuperação de um processo agudo, com perda recente e transitória de autonomia, que tem potencial para ser recuperada. 

De acordo com o neurologista Rodrigo Moura, a equipe trabalha com o prazo de 30 dias para os resultados. No entanto, todos os pacientes têm apresentado uma recuperação mais rápida que o esperado.

Na imagem, estão os 8 profissionais que integram a equipe da UCCI.
Uma equipe multiprofissional realiza a recuperação neurofuncional e social das pessoas atendidas na UCCI.(Imagem: Alexandra Marques/Fhemig)

“Isso é fruto do trabalho integrado da equipe multidisciplinar. A gente não hierarquizou nada, todas as decisões são tomadas em conjunto, vendo o paciente como um todo”, ressalta o médico.

Quem fica na UCCI tem quadro estável, do ponto de vista clínico, mas precisa de cuidados que não podem ser prestados em outros contextos, como em casa, no ambulatório ou em lares de longa permanência. É o caso da cuidadora de idosos, Ângela Maria da Silva. Primeira paciente da unidade, ela deu entrada em 13/1, com quadro de acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico e hipertensão arterial. 

Dona Ângela, como é chamada carinhosamente pela equipe da UCCI, não falava, não conseguia se sentar e estava um pouco deprimida. Mas, após 15 dias de tratamento, ela já andava com o auxílio de andador ortopédico, conseguia articular diversas frases e ensaiava alguns sorrisos. “O atendimento é bom e o pessoal também. Todo mundo foi bom para mim”, resume com um discreto sorriso.

“A gente não hierarquizou nada, todas as decisões são tomadas em conjunto, vendo o paciente como um todo”, ressalta o neurologista Rodrigo Moura.

Prevenção à reinternação

A unidade exerce papel fundamental para prevenir a reinternação em decorrência de complicações das doenças, porque, muitas vezes, os pacientes e seus familiares não estão preparados para lidar com as limitações da nova realidade.

Por isso, a UCCI é importante para garantir a qualidade de vida dessas pessoas que apresentam quadros como os de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico, trauma raquimedular, politrauma, úlcera de decúbito e pós-cirurgia ortopédica.

O texto mostra um dos quartas da Casa de Apoio para familiares dos pacientes, decorado como cama, armário e cortinas.
Os familiares dos pacientes de fora de Barbacena contam com uma Casa de Apoio para ficarem hospedados. (Imagem”Alexandra Marques/Fhemig)

Proximidade

Além da assistência da equipe multiprofissional que a acompanha, Ângela também conta com o apoio de seu filho, Luiz Estevão, que reveza com os irmãos para estar ao lado da mãe.

A proximidade com os familiares integra o projeto terapêutico da UCCI, que prevê o treinamento do acompanhante para lidar com as incapacidades irreversíveis do paciente no seu dia a dia e em sua vida familiar. A integração é necessária porque a família tem papel fundamental para a recuperação do paciente ao se engajar no processo de reabilitação.

Nesse contexto, os acompanhantes dos pacientes que residem fora de Barbacena também contam com uma Casa de Apoio na qual ficam hospedados durante o tratamento de seus familiares, de modo que possam estar presentes durante toda a internação, o que possibilita o fortalecimento do vínculo familiar.

‘Os profissionais são de uma humanidade incrível, o trabalho é de altíssima qualidade e muito bem executado’, avalia o professor joão batista augusto

Uma enfermeira acompanha a paciente Ângela que, após 15 dias de tratamento, já se locomove com o auxílio de andador ortopédico.
Após 15 dias de tratamento, Ângela já se locomovia com o auxílio de andador ortopédico (Imagem: Alexandra Marques / Fhemig)

Alta responsável

A UCCI iniciou as atividades no dia 6/1 deste ano, como um investimento da Fhemig destinado a receber pacientes adultos, de ambos os sexos, internados no Hospital Regional de Barbacena Doutor José Américo (HRB), da Região Ampliada de Saúde Centro-Sul, que abrange 51 municípios e uma população de pouco mais de 787 mil pessoas. 

A unidade tem como objetivo a alta responsável daqueles que apresentam alguma incapacidade e estão clinicamente estáveis. Nesse primeiro momento, são disponibilizados 15 dos 25 leitos que o local tem capacidade para atender.

Projeto terapêutico 

Uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, psicólogo e nutricionista realiza a recuperação neurofuncional e social das pessoas atendidas na UCCI.  Para isso, é feita uma avaliação inicial e elaborado o projeto terapêutico singular (PTS), com as propostas que vão ser trabalhadas no período de internação, que não deve ultrapassar 90 dias.

De acordo com o fisioterapeuta Carlos Henrique Vale, a unidade supre uma lacuna existente no serviço público de saúde. “É uma lacuna entre a internação em um hospital geral e o retorno ao convívio sociofamiliar. A gente faz a reabilitação em todas as suas perspectivas, amparados por uma equipe médica e de enfermagem”, ressalta.

DE ACORDO COM O FISIOTERAPEUTA CARLOS HENRIQUE VALE, A UNIDADE SUPRE uma lacuna entre a internação em um hospital geral e o retorno ao convívio sociofamiliar.

Humanização

O professor João Batista Augusto foi o segundo paciente a ser internado na UCCI. Quando chegou, também acometido por um AVC, não conseguia engolir alimentos e nem mesmo a saliva. Em um prazo similar ao de Dona Ângela, ou seja, em, cerca de 15 dias, já apresentava melhoria significativa do seu quadro de saúde e teve alta na última semana.

“Esse trabalho é indiscutivelmente necessário para a região. Os profissionais são de uma humanidade incrível, o trabalho é de altíssima qualidade e muito bem executado. Minha recuperação tem sido tão rápida devido à atenção que tenho recebido aqui. Isso nos deixa com esperança”, afirma o professor.

A tia de Batista, a técnica de enfermagem aposentada, Dalva Ferreira, que o acompanha na UCCI, afirma que a equipe atua com “com vontade e com amor”. “Todos os profissionais, do faxineiro ao doutor, tratam a gente com respeito”, conta.

Fonte: Agência Minas
http://www.agenciaminas.mg.gov.br/

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