

Redação *
Notícias Gerais
Uma pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Servidores da UFSJ (Sinds-UFSJ) na noite desta quarta (19), destaca que, entre os servidores em trabalho remoto, 53,3% utilizam computadores e outros equipamento pessoais para desempenhar suas funções. Além disso, 41,6% não possuem um espaço físico adequado em casa para trabalhar.
A pesquisa ouviu 322 servidores de todos os campi da UFSJ, entre os dias 29 de junho e 21 de julho, para mapear as condições de trabalho dos servidores durante a pandemia de Covid-19.
Em relação ao trabalho realizado durante a pandemia, 60% dos entrevistados adotaram o home office integralmente. Outros 33,5% adotaram o trabalho remoto, mas comparecem ao setor de trabalho esporadicamente. Os que estão em trabalho presencial são 0,6%.
Somente em 9,6% dos casos o setor responsável disponibilizou, integralmente, computadores e outros equipamentos necessários para os servidores atuarem em regime de teletrabalho.
Sobre a internet utilizada para realização do trabalho remoto, 87,3% dos servidores utiliza internet pessoal e paga com recursos próprios.
Para 50,9% dos entrevistados, suas atividades não podem ser realizadas integralmente em regime de trabalho remoto.
Desempenho em home office
Em autoavaliação do desempenho em home office, 66,1% dos entrevistados dizem que não houve mudanças, 20,5% afirmaram que o desempenho caiu e 13,4% relataram ter percebido um desempenho melhor trabalhando em casa.
A pesquisa mostrou também que 67 dos servidores entrevistados reside fora da cidade na qual trabalha, alguns tendo que percorrer até 115 km de casa para o trabalho.
Grupo de risco
Uma das maiores preocupações dos trabalhadores que continuam atuando durante a pandemia tem sido com a exposição de familiares que pertencem ao grupo de risco da Covid-19 – ou seja, idosos e pessoas com comorbidades. Entre os servidores da UFSJ que participaram da pesquisa, 72% fazem parte, moram ou convivem com pessoas do grupo de risco.
Dos 322 servidores entrevistados, 53,7% acreditam que o retorno das aulas de forma remota não acarretará em demandas que não podem ser executadas em home office. Para outros 33,5%, o retorno das atividades acadêmicas pode gerar demandas de trabalho presencial.
Saúde física e mental
De modo geral, os servidores da UFSJ não registraram mudanças significativas de hábitos durante a pandemia. No entanto, 60% dos entrevistados alegam ter sentido sintomas de ansiedade em níveis mais elevados. Além disso, 32% se percebem mais irritados agora que no período pré-pandemia.
Em relação à saúde física, 53% dos entrevistados afirmam que ela se manteve igual. Já 32% relatam que sua saúde piorou durante a pandemia da Covid-19.
O Sinds-UFSJ destaca que os altos níveis de ansiedade entre os servidores estão relacionados ao cenário de incertezas e a dificuldades de adaptação às novas foram de trabalho.
“Recomendam-se ações por parte dos responsáveis para promover mais saúde física e mental aos servidores técnico-administrativos, já que um melhor nível de saúde está fortemente relacionado à bem-estar e melhor capacidade para o trabalho nas demandas da Universidade”, defende o sindicato.
Confira aqui a pesquisa completa.
* Com informações da Assessoria de comunicação do Sinds_UFSJ
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