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COM DADOS PREOCUPANTES, MACRO CENTRO-SUL SEGUE NA ONDA VERMELHA

Estado tem 12 das 14 macrorregiões na onda vermelha do plano. Imagem: Agência Minas

Redação
Notícias Gerais*

O Comitê Extraordinário Covid-19, grupo que se reúne semanalmente para avaliar a situação da pandemia no estado, definiu nesta quinta (17/6) que a macrorregião Centro-Sul permanece na onda vermelha do programa “Minas Consciente”.

Juntamente com outras quatro macrorregiões (Sul, Leste do Sul, Oeste e Nordeste), a macro Centro-Sul apresenta dados mais preocupantes e, por isso, está enquadrada nos critérios de classificação pelos cenários epidemiológico e assistencial. Elas passam por análise ainda mais minuciosa dos indicadores “Incidência” e “Espera por Atendimento”, para identificar as tendências de piora na transmissão da doença e na ocupação de leitos e possíveis filas.

Como publicado pelo Notícias Gerais nesta quarta-feira (16), a macro Centro-Sul, que engloba 51 municípios das microrregiões de Barbacena, São João del-Rei, Congonhas e Conselheiro Lafaiete, beira o colapso na saúde, com poucas vagas disponíveis e registro de fila de espera para leitos de UTI Covid.

Por outro lado, nesta semana, a macrorregião Sudeste apresentou melhora nos índices da doença e poderá avançar para a onda amarela, se juntando à macrorregião do Vale do Aço.

Desta forma, o Estado tem 12 das 14 macrorregiões de saúde na onda vermelha e duas na etapa intermediária do plano. Na média estadual, a taxa de incidência cresceu 13% nos últimos 14 dias.

Enfrentamento

Para reforçar o enfrentamento à pandemia nessas localidades com situação mais crítica, ações específicas têm sido desenvolvidas pelo Governo de Minas. Entre elas: transferência de pacientes, diagnóstico para ampliação de leitos, monitoramento de casos e envio de forças-tarefas para os municípios.

“Estamos empenhados para acelerar o ritmo de vacinação. Minas é o estado que mais aplicou doses. Mas é preciso que a população continue fazendo a sua parte, se protegendo e protegendo os outros. Uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento são medidas necessárias mesmo entre as pessoas que já tomaram a vacina. A pessoa vacinada pode pegar o vírus e pode transmiti-lo”, alertou o secretário de Saúde, o médico Fábio Baccheretti.

Cenário crítico x queda de indicadores

O secretário de Saúde destacou a queda na positividade dos exames para Covid-19 em relação aos meses de março e abril deste ano. Também foi observada redução na solicitação de transferências por leitos de UTI.

Apesar de os dados monitorados pela Sala de Situação apontarem que a incidência da doença no estado continua alta, os óbitos e a espera por leitos não acompanham a mesma tendência – o que, segundo Baccheretti, é um bom sinal. Hoje, 131 pacientes aguardam na fila por um leito de UTI para tratamento de sintomas da infecção do novo coronavírus.

Fábio ressaltou que os óbitos de idosos também caíram, “o que já mostra os efeitos positivos da vacina”. Outra boa notícia é que o oxigênio já não é uma restrição para a abertura de leitos.

* Com informações da Agência Minas

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