

Redação
Notícias Gerais
De acordo com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), o pico da Covid-19 no estado deve acontecer em cerca de 30 dias. Segundo ele, a principal preocupação é quanto a sobrecarga da rede de saúde. As informações foram dadas nesta quarta-feira (17) em entrevista ao portal UOL.
“Nosso grande temor é que falte atendimento médico. Nós estamos tomando todas as medidas para que não haja”, revela o governador.
Em entrevista ao colunista Josias de Souza, Zema também disse não considerar que a reabertura do comércio está ocorrendo de forma precipitada, mesmo com o aumento dos casos, e que todas as atividades estão sendo monitoradas.
“Nós estamos com o sistema de saúde dimensionado para atender mesmo com esses aumentos como o de ontem”, revela. Nessa terça (16), 21 mortes foram registradas em Minas Gerais em 24 horas.
Zema comenta sobre falta de coordenação nacional
Ainda durante a entrevista, Romeu Zema apontou a falta de coordenação nacional como um aspecto facilitador para a crise no Brasil. Para o mineiro, esse gerenciamento do governo federal teria ajudado o país a lidar de forma melhor com a pandemia.
O governador de Minas Gerais considera que a falta de um protocolo único e estruturado para lidar com a situação contribuiu para que alguns estados fossem mais bem sucedidos que outros no gerenciamento da crise.
“Os esforços (da área de Saúde) ficaram de certa maneira pulverizados e sujeitos a diferentes interpretações e diferentes práticas e procedimentos e isso com certeza acabou prejudicando”, considera Zema.
De acordo com ele, essas medidas podem ter contribuído para o declínio da economia no país. “Talvez essa não coordenação alguns estados acabaram não conseguindo combater de forma adequada a economia e isso acaba afetando de fato a economia”, indica.
Governador critica troca de ministros
Além da falta de coordenação dos estados por parte do governo federal, Zema também defendeu que a troca de ministros da Saúde prejudicou a gestão da crise. Na visão do mineiro, a troca aconteceu em um momento inoportuno.
“Num momento de crise, você deve manter a equipe que está a frente dos processos… que já conhece. Não é um momento, a meu ver, de fazer trocas, a não ser que fosse alguém despreparado”, opina.