Início Gerais Cotidiano NO DIA DOS AVÓS, SOBRA SAUDADE PARA COMEMORAR JUNTINHO

NO DIA DOS AVÓS, SOBRA SAUDADE PARA COMEMORAR JUNTINHO

Sofia Rei Passos, 10 anos, neta de Seu Alexandre e Dona Leninha, por parte de pai, e de Seu Roni e Dona Telma, por parte de mãe, manda um recado para todos os avós do mundo.

Redação
Notícias Gerais

Carinho, amor e muita comida: o que não falta dos avós são lembranças boas. Porém, na quarentena e com a necessidade de se manter o distanciamento social, sobra saudade. Neste domingo, dia 26, é comemorado o Dia dos Avós e, em tempos de crise, as comemorações precisam ser reinventadas, ficando a vontade de dar aquele abraço.

Para muita gente, estar com os avós é sinônimo de alegria e tranquilidade, seja para passear, para o tão tradicional almoço de domingo ou para tomar um cafezinho no fim de tarde. Muitas dessas atividades, porém, precisaram ser interrompidas porque grande parte dos avós encontram-se no grupo de risco do novo coronavírus: acima dos 60 anos. 

“Se eu pudesse, eu estaria junto com todos eles [netos] todos os dias”, conta Maria do Carmo Melo, mais conhecida como dona Ilca. A senhora é avó de seis e está sem contato com quatro deles durante a quarentena. 

Dona Ilca diz que uma das coisas que mais sente saudade é passear à tarde com os netos no centro da cidade e que a primeira coisa que quer fazer ao final do isolamento social é um almoço para toda a família. “Toda coisa que eu faço para comer, lembro deles”, completa. 

imagem: Carol Rodrigues/ arquivo pessoal

Davi Rodrigues, de 14 anos, neto de dona Ilca, diz que uma das coisas que mais sente saudade é de sentar para tomar café com ela e com o avô, “sô” Pedro. De acordo com ele, o lanche da tarde é ainda mais especial pelo pão de queijo feito em casa. 

Blusa com cheirinho da avó

Para matar um pouco da saudade da avó, Giovanna Fuccio tem usado uma blusa que pegou com a senhora antes do isolamento social. “Quando em vim pra minha cidade por conta da quarentena, fui na casa dos meus avós em São João del-Rei para me despedir deles, aí minha avó deixou uma blusa de frio dela comigo”, conta. 

imagem: Arquivo pessoal

É uma forma de ter Therezinha sempre por perto, já que elas não se encontram há meses. “Acho que é o mais próximo de um abraço dela que eu tenho no momento”, conta Giovanna.

Para Helena Menezes, o que mais falta na quarentena é estar perto da avó, Aziléa. “Acho que [tenho saudade] do convívio mesmo, de estar perto, sabe? a minha vó pinta quadros, faz artesanato e estávamos sempre juntas fazendo esse tipo de coisa”, diz ela. 

As duas não se veem desde o dia 11 de março, apesar de morarem na mesma cidade, para evitar risco de contaminação pelo novo coronavírus. Ao final da quarentena, os planos são retomar parte do cotidiano, “provavelmente passar um fim de semana na casa dela, fazer o que costumávamos fazer sempre, cozinhar, pintar, etc“, conta Helena Menezes. 

Saudades demais da conta

Maria Helena Nazareth dos Passos também não se aguenta de tanta saudades das netas. Luma Passos Lopes, de 7 anos, que mora em Barbacena, na mesma cidade que ela, dormia na sua casa pelo menos uma vez por semana. E era uma festa de mimos e carinhos.

Sofia Reis Passos, 10 anos, que vive um pouco mais longe, em Ouro Branco, vinha sempre nos finais de semana e feriados. Nas férias escolares, como deveria ter acontecido agora em julho, sempre esticava a semana inteira. E eram mais festas e brincadeiras.

“Fico aqui torcendo para que tudo volte logo ao normal para eu poder ficar com elas, passear na rua 15, ir ao cinema, brincar de cabaninha aqui em casa… eu falo com elas quase todos os dias pelo celular. São muitos vídeos e brincadeiras, mas não é a mesma coisa: sinto falta dos abraços, do carinho”, diz a avó.

O avô, Alexandre Marmelo dos Passos também se ressente da falta da convivência com as meninas, sempre muito alegres, falantes e bem-humoradas. “Sinto muita falta de brincar com elas, que são sempre muito divertidas, fazem piada com tudo, principalmente comigo”, afirma ele.

Luma também sente muita saudades dos avós. Mas, consciente de que o isolamento social é o maior carinho que pode dar a eles, inventa estratégias para mantê-los por perto, mesmo que distantes fisicamente. E divides as dicas com todo mundo, fazendo todas as recomendações de segurança. Confira.

1 COMENTÁRIO

  1. Que coisa mais linda, gente!!!
    Amei essa matéria. E as minhas netinhas???
    Amores da minha vida!!!
    ??????

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