

Wanderson Nascimento
Notícias Gerais
Em cerimônia simbólica, reitor, diretoras e diretores-gerais do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) tomaram posse no último dia 18 de maio. O evento ocorreu de maneira remota e foi transmitido pelo canal oficial da instituição no YouTube.
No Campus São João del-Rei, foi a professora Teresinha Magalhães que assumiu a direção-geral. Em entrevista exclusiva à reportagem do Notícias Gerais, ela conta um pouco de sua experiência acadêmica e falou das expectativas e desafios dessa nova fase de sua vida profissional.
Casada e mãe de uma menina de nove anos de idade, Teresinha tem formação na área de processamento de dados, com mestrado em engenharia de produção e doutorado na área de sistemas computacionais. A experiência acadêmica dela soma 19 anos como professora em diversas universidades e 15 anos em coordenação de cursos em outras instituições de ensino superior.
“Já atuei como diretora pedagógica em uma instituição privada de porte médio, atuei como gestora de TI, coordenação de curso, diretora de pesquisa, entre outros”, elenca. Agora, a trajetória dela entra em uma nova fase, com a eleição para diretora-geral do Campus São João del-Rei do IF Sudeste MG.
Teresinha revela que as expectativas são grandes e também desafiadoras, devido ao momento de pandemia que estamos vivendo, com aulas remotas devido a uma pandemia que assola o país – além de uma crise social, política e econômico no cenário nacional.
“Acreditamos que este é o momento de união entre as diferentes correntes de pensamento, de forma a atravessarmos as adversidades momentâneas sem perder o foco no objetivo principal, que é promover educação profissional, científica e tecnológica e a manutenção do ensino público, gratuito e de qualidade”, comenta.


Sobre a ausência feminina em cargos de direção, Teresinha afirma que é “um fato no Brasil”, mas que o cenário está mudando e o IF Sudeste MG é um exemplo prático dessa mudança. “Hoje, além da direção-geral, dentre os cinco diretores sistêmicos, quatro são mulheres”, expôs sobre a situação da unidade são-joanense do Instituto Federal.
A diretora também cita o desafio dos cortes orçamentários das instituições públicas de ensino, que têm afetado as instituições federais – trazendo várias consequências no que tange a contratos com terceirizados, assistência estudantil bem como bolsas para projetos de pesquisa e extensão. “O cenário é crítico e teremos que fazer muitas contenções de despesas para conseguimos manter a instituição em funcionamento”, desabafa.
Apesar do contexto negativo, Teresinha declara que assumir novos desafios se faz necessário para os educadores levarem à frente a sua nobre missão e lutar para conseguir superar este período. “Com muito entusiasmo e determinação, assumo o cargo de diretora-geral e reafirmo o compromisso assumido, e, ao mesmo tempo, convido toda a comunidade acadêmica para trabalharmos juntos, respeitando as diversidades e promovendo a inclusão”, diz.
“Esperamos o fortalecimento das instâncias de forma proativa, democrática e transparente; e a legitimação da excelência da organização e de seus processos por meio da participação de toda a comunidade acadêmica”, finaliza.