

Redação
Notícias Gerais
Durante coletiva de imprensa, transmitida pelas mídias sociais, na tarde desta quarta (3), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), divulgou mudanças dentro do programa “Minas Consciente”, iniciativa estadual que trata sobre os protocolos de segurança para a retomada de setores específicos durante a pandemia.
Até então, o “Minas Consciente” tinha três etapas, a onda vermelha, considerada mais restritiva; a onda amarela, de nível intermediário; e a onda verde, com regras mais liberativas. Agora, entretanto, há a onda roxa, ainda mais restritiva do que a vermelha e “de caráter obrigatório para todos os municípios da região atendida”, conforme revelou o secretário Estadual de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.
Nas regiões classificadas nessa nova onda, as cirurgias eletivas serão suspensas. O responsável pela pasta ainda explicou quais serão as regras da onda roxa: a circulação de pessoas está permitida apenas quando relacionada a casos e situações de atividades essenciais; será instaurado o toque de recolher entre 22h e 5h; e reforçado a obrigação do uso de máscara de proteção quando o indivíduo estiver em andando em espaço público ou coletivo. Além disso, pessoas com sintomas gripais, semelhantes aos provocados pela Covid-19, também não devem circular, exceto quando em casos de realização ou acompanhamento de consultas e exames médicos.
Outra proibição a ser respeitada na onda roxa é quanto as reuniões presenciais – “inclusive, com pessoas da mesma família que não coabitam (moram juntos). Isso é muito importante! Pessoas da mesma família que não coabitam também não devem fazer eventos em casa, festas e churrascos familiares”, sinalizou Carlos Eduardo, que ainda citou a proibição de eventos, públicos ou privados, que possam gerar aglomeração, e a instalação de barreiras sanitárias de segurança.
Segundo o secretário, as macrorregiões Triângulo Norte e Noroeste inauguram a nova onda roxa do “Minas Consciente”.
Outra mudança apontada por Zema é quanto a adesão às ondas: até então, o chefe do Executivo local tinha a opção de escolher quais regras a serem respeitadas pelo município, quando houvesse divergências entre a análise micro e macrorregional.
Por causa do avanço da Covid-19, o Governo de Minas intensificou o tom: questionado, Zema lembrou que existe uma prerrogativa que garante aos prefeitos a autonomia de decidir o que é mais adequado ao respectivo município. “Mas o mérito aqui é o sistema regional de Saúde, que inclui uma série de municípios”, assegurou.


Covid-19 em Minas Gerais
Nesta quarta (3), Minas Gerais totaliza 893.645 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. Só nas últimas 24 horas, segundo boletim epidemiológico atualizado, 6.565 pessoas testaram positivo para a doença e foram registrados mais 227 óbitos relacionados ao novo coronavírus.
Entre os mineiros diagnosticados com a doença, 814.932 estão recuperados e 18.872 morreram por causa de complicações provocadas pela Covid-19.