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FISCALIZAÇÃO EM SÃO JOÃO DEL-REI ENFRENTA DIFICULDADES NO COMBATE À COVID-19

Foto: Divulgação

Wanderson Nascimento
Notícias Gerais

Com a entrada da região na onda roxa do programa “Minas Consciente” e o consequente aumento das restrições na abertura e nos protocolos de segurança dos estabelecimentos comerciais, a fiscalização nos municípios precisou ser intensificada. O Notícias Gerais conversou com um dos profissionais responsáveis pela fiscalização em São João del-Rei, que relatou como é a rotina e quais as principais dificuldades enfrentadas pelos fiscais no trabalho de combate à pandemia da Covid-19.

O fiscal sanitário Eduardo Costa destaca que o maior obstáculo à fiscalização é o número reduzido de fiscais em relação à quantidade de locais e estabelecimentos que precisam ser vistoriados, bem como ao atendimento às denúncias. “Não temos a quantidade de fiscais suficientes no município. Fazemos fiscalização na cidade, Zona Rural e nos distritos, mas a demanda é grande para o número de fiscais”. Ele afirma que, além dos fiscais da Vigilância Sanitária, o trabalho uma operação conjunta entre Vigilância Sanitária, Secretaria de Finanças, Guarda Municipal e Polícia Militar. Ao todo, são quatro fiscais sanitários e cinco fiscais fazendários, além do contingente da Guarda Municipal e PM.

Em cinco dias, entre 9 e 14 de março, foram notificados 30 estabelecimentos comerciais e interditados outros dois, além de uma festa de casamento. Entre os estabelecimentos interditados, estava um bar que funcionava normalmente e um pesque-pague que realizava um evento.

População negligente e reativa

Eduardo conta que é notável a negligência e a falta de preocupação de grande parte da população, que simplesmente ignora as recomendações de prevenção ao coronavírus. “Nós recebemos a denúncia sobre uma festa com 150 pessoas, de classe mais alta. Ao chegarmos lá, as pessoas estavam se comportando normalmente, como se não houvesse pandemia, dançando, se divertindo e sem sequer usar máscara, mostrando nenhuma preocupação com o próximo”, revela.

O fiscal explica que, frequentemente, os fiscais são alvo de agressões verbais, não por parte dos proprietários dos estabelecimentos, mas sim por parte de clientes – principalmente de bares – que, alcoolizados, desacatam os trabalhadores, mas as agressões ainda não chegaram a vias de fato, apenas xingamentos e “palavrões”.

Ele relata ainda o desrespeito de maneira debochada. “Em um bar que fiscalizamos, com cerca de 50 a 70 pessoas, os clientes começaram a zombar e cantar ‘Eu não vou embora… Eu não vou embora…’. A polícia chegou e a dona do estabelecimento pediu ‘pelo amor de Deus’ para eles pararem. Na época foi publicada, até uma nota de repúdio pela Secretaria de Estado de Saúde em defesa dos fiscais aqui da cidade”.

Atualmente, a Vigilância Sanitária do município está sem coordenação e responde diretamente ao Secretário de Saúde.

1 COMENTÁRIO

  1. Realmente está muito difícil ter o respeito de quem quer trabalhar na fiscalização , por esta parte da população acéfala, ignorante, que, provavelmente, está doutrinada pelo exemplo de um #GovernoCorrupto, #Genocida, sem empatia pelo ser humano, pela vida!

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