

Redação
Notícias Gerais
O vereador Juninho Barbosa (MDB) publicou em seu perfil no Facebook, na quarta (1), um vídeo denunciando supostos gastos indevidos na Prefeitura de Tiradentes, no ano de 2020, com gêneros alimentícios que seriam destinados a produção de lanches para funcionários das barreiras sanitárias que foram implantadas para controlar a entrada e saída de pessoas na cidade, como medida de contenção da disseminação do novo coronavírus.
No vídeo, o vereador mostra empenhos e requisições de empenhos para compra de diversos itens, entre eles, pão francês, café e bolo confeitado, que seriam para o lanche dos funcionários. No entanto, de acordo com o legislador, os servidores não chegaram a receber ou usufruiu desses lanches.
“Foi empenhado para barreira sanitária, mas nada disso chegou até lá. Essa quantidade exorbitante de 190 kg de bolo confeitado, 769 kg de pão francês, 799 pacotes de café, 235 galões de 20 litros de água, 138 litros de óleo de soja, 20 pacotes de arroz agulhinha. Isso somente para barreira sanitária, que nada chegou até eles e não faziam almoço”, declara.
Ele emenda que é preciso saber para onde foram destinados esses produtos, uma vez que, para a barreiras sanitárias não foram. “Apenas informando, a prefeitura não faz café, não serve lanche, não faz aniversário com bolos para funcionários e muito menos leite zero lactose, resumindo não dá nada para ninguém e para onde foi?”, questiona.
Segundo o vereador, as denúncias serão levadas a plenário e também encaminhadas ao Ministério Público de Minas Gerais. “Acredito que, na Câmara, não irão abrir uma CPI, pois o lado da administração passada tem maioria, mas levarei ao MP e aos demais órgãos cabíveis e que sejam tomadas as devidas providências”.
Juninho afirma, ainda, que a maioria dos recursos que chegaram ao município para combate a covid-19 não foram gastos no combate à pandemia. “Muitas pessoas têm me perguntado o porquê de as barreiras não estarem presentes em Tiradentes. O município recebeu aproximadamente R$ 1 milhão para combate à pandemia. Desse total, foram gastos R$ 520.640,60 com funcionários em barreiras e funcionários que estavam contratados pelo covid, mas trabalhavam em outros setores.
De INSS foram gastos R$ 128.241,21 e pagamento de funcionário R$ 392.399,39″, explica, mostrando comprovantes da folha de pagamento da prefeitura. Era muito pouca a quantidade de gente que estava na barreira e gastar R$ 520 mil é uma sacanagem com o dinheiro público. Nós não temos dinheiro para barreiras porque não foi deixado. Foram pagos médicos que o dinheiro era para sair da fonte 100 do município e não saiu. Ou seja, não tem um real para fazer uma barreira hoje”, declara.
Na época, como integrante da bancada de oposição, Juninho Barbosa afirma, também, que encaminhou diversos ofícios à Prefeitura, solicitando informações, mas não recebeu respostas suficientes. “Entrei na política para continuar o que venho fazendo na minha vida pessoal, que é prezar pela transparência. Encaminhei inúmeros ofícios e a administração passada nunca me respondeu, onde esquivava nos assuntos. Nunca havia resposta de nada, sendo a Câmara Municipal muito parceira do Executivo, reprovando, no máximo, uns 3% de projetos do executivo, onde gostaria de saber informações mas nunca eram prestadas”, explica.
Hoje, como integrante da bancada de situação, Juninho afirma que vai manter o seu foco em um trabalho imparcial. “Em relação aos três meses da atual administração, tenho acompanhado e não irei compactuar com coisas erradas, caso haja, mas no momento não tem acontecido algo que chamasse atenção. Ao contrário da gestão anterior, tenho livre acesso e diálogo com todos os funcionários, solicito e cobro explicações de toda e qualquer dúvida que tenho. Passo na prefeitura uma vez por semana, no mínimo, para me inteirar de todos os procedimentos e ações que o executivo propõe, especialmente em relação ao covid”, conclui.
Confira, abaixo, o vídeo postado pelo vereador:
Ex-prefeito se defende das acusações


O ex-prefeito Zé Antônio do Pacu publicou, na noite desta quinta-feira, em seu perfil no Facebook, uma resposta oficial às acusações do vereador Juninho Barbosa. Confira a resposta completa abaixo:
Amigos e amigas de Tiradentes,
Venho, por meio deste post, esclarecer declarações narradas em redes sociais pelo vereador Juninho! ⬇️
Gostaria de esclarecer que o valor exato recebido pelo Município de Tiradentes, no ano de 2020, para enfrentamento do Coronavirus foi R$ 810.175,82, recebidos do Governo Federal. Valor este exclusivo para a saúde que pode ser consultado pelo link: https://www.tce.mg.gov.br/covid/demonstrativo-repasse.asp
Do valor acima, foram gastos R$ 127.749,50 para INSS, R$ 331.380,47 para folha de pagamento dos servidores que estavam na linha de frente. R$ 3.422,00 para máscaras, R$ 53.023,00 para testes e materiais hospitalares e R$ 1.157,02 para pasep.
Com todos esses gastos exclusivamente investidos na saúde e segurança do nosso povo, durante a pandemia em 2020, restou ainda R$ 293.443,83. Para comprovar tais gastos, basta acessar o link seguinte ptn.tiradentes.mg.gov.br e filtrar pelas fonte 161 e 154.
O valor para manutenção das barreiras foi de recurso próprio do município. Dinheiro esse que, durante meu mandato, conseguimos economizar investindo menos na máquina pública e mais nas pessoas. Esse foi o diferencial da minha gestão e por isso nos saímos tão bem no combate a pandemia na cidade. Não tiramos nenhum centavo do dinheiro destinado ao coronavírus para aplicar nas barreiras sanitárias. Isso é mais uma calúnia e eu lastimo que a atual gestão perpetue seu poder com base em mentiras.
Desse dinheiro do governo federal, deixei em caixa o montante de R$ 293.443,83, mais R$ 60.000,00 de uma emenda parlamentar do Deputado Estadual Gustavo Mitre, R$ 153.036,05 referente ao processo número 0625.09.088607-2, feito pelo Antonio Carlos Vaz de Melo.
No total para a saúde, deixei em caixa o valor de R$ 506.479,88, exclusivos para o enfrentamento do coronavirus. Se tivéssemos uma pandemia como essa no momento em que eu peguei a prefeitura, em 2017, aí sim seria uma situação lamentável. Tive muita dificuldade de governar por esse motivo e jamais entregaria uma prefeitura quebrada e cheia de dívidas da forma que me foi entregue e ainda com um precatório de mais de 1.500.000,00 do atual gestor.
Só a título de esclarecimento, o valor que pagamos nos termômetros foi o praticado naquele momento, quando muitos queriam comprar e não tinham com preços mais baratos. E isso aconteceu na vizinha São João del Rei, cuja matéria segue: https://www.maisvertentes.com.br/noticia/1154/sao-joao-del-rei-prefeitura-adquire-termometros-por-valor-muito-acima-dos-praticados-pelo-mercado.
Já fui vereador e sei da importância que é fiscalizar. No entanto, antes de tornar qualquer declaração pública, é interessante checar as informações e ver se realmente procedem, como não é o caso.
Sempre prezei pela honestidade e pelo respeito ao dinheiro que é de todos. Se não pensasse dessa forma, talvez estaria hoje reeleito em Tiradentes. Jamais me aproveitaria de uma situação como a que estamos vivendo para benefício próprio ou que não fosse em benefício do município.
Finalizo fazendo duas das várias perguntas que tenho para a atual gestão sobre gastos, na minha visão, desnecessários, principalmente em uma situação de pandemia descontrolada como a que vemos tristemente acontecer em nossa cidade:
- Por que a atual gestão contratou a mesma pessoa que fez o marketing de campanha do atual prefeito com um salário de R$ 8.000,00 mensais?
- Por que a atual administração contratou um escritório de advocacia com o mesmo endereço do escritório que assessorou a campanha do atual prefeito a um gasto de 6.100,00 mensais, sendo que a prefeitura conta com dois advogados?
Enquanto prefeito, trabalhei incansavelmente para que a situação não saísse do controle em Tiradentes e obtivemos resultados positivos na época. Criamos diversas ferramentas de combate e de comunicação que são usadas até hoje, cito o site específico com informações e boletim diário.
Finalizo, por enquanto, que deixei em caixa na prefeitura, no dia 31 de dezembro de 2020, um total de mais 3 milhões de reais + dinheiro para o coronavírus. Dinheiro nunca visto antes na Prefeitura de Tiradentes.
Tiradentes pede SOCORRO e não é de politicagem. Tiradentes pede socorro de política e políticos sérios comprometidos com a verdade e com o povo.
Aproveito para pedir esclarecimento ao senhor Juninho, presidente da câmara na minha gestão, sobre o precatório pago por mim com muita dificuldade já no primeiro ano de mandato, de mais de R$ 1 milhão e 500 mil do prefeito atual. Esse sim foi um grande prejuízo a nossa cidade.
Atenciosamente e sempre disponível para quaisquer dúvidas,
Zé Antônio do Pacu