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ÓBITOS E CASOS DE COVID EM LAGOA DOURADA PODEM TER ELO COM DISTRIBUIÇÃO DA PRODUÇÃO RURAL

Da Redação

Procurador de Lagoa Dourada, Eduardo Henrique de Resende, em entrevista ao Notícias Gerais, disse que há uma suspeita de que os dois óbitos por Covid-19 e os 13 casos confirmados da doença no município, que aparecem até o último boletim epidemiológico da pandemia, tenham relação com distribuição da produção rural, inclusive no Ceasa, que é a central de abastecimento de hortifrúti, em Belo Horizonte. O que ainda não é passível de confirmação.

Lagoa Dourada tem grande extensão territorial rural e pelo menos metade dos 12 mil habitantes moram em fazendas e sítios, onde há pequenas, médias e grandes lavouras de milho, feijão e hortaliças, além de frutas. Essa produção é levada na rotina ao Ceasa para a venda em maior escala. Essa movimentação comercial, na pandemia, se manteve. “Justamente por isso não tivemos muito problema com demissões devido à crise da pandemia, porque o agro aqui seguiu adiante, sem forte impacto”, observa Resende.

O primeiro homem que morreu no município, dia 27 de junho, morava no Distrito de Diamante. Tinha 77 anos e doenças pré-existentes. Chegou a ficar internado na Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei. A secretária de Saúde de Lagoa Dourada, Fernanda Vale, afirma que este caso já está descartado como transmissão no Ceasa. Outra morte, registrada nesta segunda (13), “levou embora” um idoso de 90 anos, do Distrito de Bandeirinhas. O caso é investigado, mas já aponta para outras situações de contágio, não sendo possível confirmar como ele possa ter contraído o coronavírus.

Nem todos os atingidos pelo coronavírus em Lagoa Dourada, no entanto, são da zona rural, embora a maioria sim, de acordo com a secretária.

A secretária diz ainda que há outras preocupações, relativas à disseminação da doença, como a rodovia e outros fatores, já que o público local é eclético.

Ela ressalta a importância da colaboração dos cidadãos no enfrentamento a Covid-19 com ações de distanciamento social, uso de máscaras e lavagem das mãos com água e sabão. “É preciso que as pessoas se conscientizem do momento pandêmico e reportem à prefeitura situações de risco, como aglomerações”.

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