

Najla Passos
Notícias Gerais
Mesmo com a crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19, quatro municípios da região do Campo das Vertentes conseguiram gerar mais empregos formais do que demitir este ano e um se manteve estável. A maioria, no entanto, demitiu mais do que contratou.
Prados, Lagoa Dourada, Alfredo Vasconcelos e Barroso adotaram receitas diferentes quanto à regulamentação da atividade econômica durante o isolamento social. Todos eles, porém, compartilham o resultado positivo de garantir mais empregos para seus habitantes, mesmo na maior crise da história recente do país.
Dores de Campo se manteve estável, contratando e demitindo o mesmo número de pessoas. Na outra ponta, cidades como Tiradentes, Santa Cruz de Minas, Resende Costa, São João del-Rei, São Tiago, Barbacena e Ritápolis acumularam demissões no período de janeiro a abril deste ano.
Tiradentes, que se fechou para o turismo, sua principal atividade econômica, desde o início da pandemia, gerou 214 postos de trabalho este ano, mas perdeu 429, o que resultou na taxa de variação relativa negativa de 11,45%, a pior da região.
Jornalismo de dados
O levantamento foi feito pelo Notícias Gerais com base nos dados extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado nesta quarta (27).
Contemplam as contratações e demissões ocorridas de janeiro a abril deste ano. Já refletem, portanto, os impactos dos dois primeiros meses de isolamento social – o período em que mais setores ficaram fechados por determinação dos governos.
O levantamento mostra também o saldo de empregos em relação ao mês de abril. E aí os resultados são mais preocupantes. No auge do isolamento social, apenas dois municípios da região, Lagoa Dourada e Prados, conseguiram gerar mais empregos do que demitir.


[…] EMPREGO NAS VERTENTES EM TEMPOS DE COVID-19: PRADOS TEM O MAIOR SALDO; TIRADENTES, O PIOR […]